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Domingo, Julho 06, 2008

Crônicas em São Paulo - Após um longo porém nada tenebroso outono, volto a escrever neste espaço. Novamente, errante, aportei em São Paulo, onde o destino me mandou a fim de cuidar da saúde de meu filho. Sair de Fortaleza e vir para a Cidade que sempre cuidava em denominar "loucrópole" foi uma mudança grande e por demais abrupta em nossas vidas. Mas, enfim, tudo acontece por uma razão, é o que diz o meu mantra etéreo-metafísico que tanto tenho entoado nos vagos momentos de repouso. Por outro lado, São Paulo, vim a descobrir, tem sido uma doce novidade. Uma agradável surpresa na verdade. Seguem, portanto, a partir de agora, textos enebriados pelo doce ambiente que consegue amalgamar nostalgia e boemia, sem que consigamos esquecer que ali bem próximo, também respira o ar quase irrespirável de uma Cidade que não pára nunca.

Crônicas de São Paulo I

Meus Caros Amigos,

Por aqui, nesta gigante Sampa, tudo bem graças a Deus.
Um tempo meio frio, já nos ensinou que as saídas devem sempre vir acompanhadas de um casaco sempre à mão. Uma olhada no boletim do tempo também não é um passatempo inútil como pensávamos nos trópicos alencarinos.
Com a chegadas dos nossos carros, a mobilidade maior finalmente veio, já que o GPS ajuda bastante numa megalópole como SP. As ruas já não parecem tão inóspitas como nos primeiros dias, tampouco o ambiente tão estranho. Apesar de que São Paulo precise justamente do contrário. Aqui já há carros demais, todos já sabem. No entanto, estar motorizado, ainda permite o prazer de redescobrir a Cidade nos finais de semana ou feriados prolongados, onde parece que a Cidade parece desfalecer do dia-a-dia caótico para renascer como numa agradável surpresa.
Aos poucos vamos fazendo algumas amizades, que se juntam aos telefonemas dos amigos e parentes não tão distantes nestes dias de internet e globalização.
Nossos trajetos principais já nos são conhecidos de cor e salteado, em que pese os saltos serem tão efêmeros nas horas de muito tráfego. Aliás, já familiarizados com os rodízios e as horas em que todas as vias parecem ter congelado, evitamos o desagradável com algumas horas em casa ou mesmo caminhando pelo agradável bairro de Moema.
Moema, diga-se de passagem, onde moramos, aqui do lado dos pássaros. Pássaros mesmo, pois o bairro é dividido pela Avenida Ibirapuera entre o lado pontuado por vias como Sabiá, Canário, Gaivota, Macucos (que tanto nos lembram o Tom Jobim) etc. e o lado das ruas indígenas, lá distante.
Entre tantas andanças percebemos a Cidade também agradável dos inúmeros botecos, das cantinas e pizzarias, de tantas igrejas. Das feirinhas dos bairros onde se encontra de tudo um pouco.
É uma loucura organizada, como podemos perceber.
Uma manhã no Parque do Ibirapuera, me faz lembrar La Place de Voges em Paris. São tantas crianças a brincar à luz aconchegante da carruagem de apolo, tantas tribos e estirpes diferentes, num encantador e uníssono diletantismo dominical, que me fez olhar cada segundo com mais emoção.
Um dia desses, por entre uma nesga de prédios, meio tímida, eu vi a lua, meio que enodoada pela feia fumaça que sobe apagando as estrelas. Estava linda, deselegantemente linda.
Em São Paulo, a cada dia eu agradeço o sorriso diário dos nossos lindos rebentos. Não há paisagem igual que vem juntar-se às boas novas de que estamos alcançando os objetivos que aqui nos trouxeram.
Apesar da saudade meio que latente de tantos que nos são tão caros e estão distantes, aqui e agora, é o nosso lugar.
Amanhã, vai ser outro dia, ainda melhor.
Amém!

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

SETI - Search for Extraterrestrial Intelligence...

Mais sinais de vida inteligente na distante blogosfera: Eu sempre Gostei mais do Engels, blog do poeta alencarino Jorge Maia, de quem além de amigo e sobrinho, sou fã incondicional. Salve, salve!

Post Scriptum: Embora claudicante e aparentemente terminal, ainda existe este blog anômico e anêmico :)

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

À Turva, Mente

A mente turva, turvamente.
Há mentes, turvas. Turvas mentes.
À mente, turva, turvas a mente.
Ha, mentes turva... turva, mentes.

Domingo, Setembro 02, 2007


Faxina - Não me recordo de ter ficado tanto tempo sem postar algo por aqui. A última vez foi há dois meses. Enfim, começo de mês, de semana, começo de tudo, nada melhor do que espanar a poeira deste ambiente virtual...

Cinema - Percebo que o Cinema vai perdendo os seus grandes mestres sem aparente reposição à altura (ou então estou muito desatualizado mesmo). Há pouco, perdemos Antonioni e Bergman, mortos quase no mesmo dia de Julho passado.
Me recordo de um dos últimos filmes de Antonioni, passado no Brasil com o título de "Além das Nuvens", lembro de tê-lo assistido em 1995 e já percebia a diferença que a ausência dos grandes mestres nos deixaria. Cada vez mais o caráter descartável das obras cinematográficas toma o espaço do chamado cinema de arte. Gênios como Antonioni, Bergman, Eisenstein, Buñuel, Fellini, Welles e tantos outros, cada vez mais serão lembrados à quase completa ausência de seguidores. É a Morte, de "O Sétimo Selo" a rondar a tal da sétima arte, com o perdão do trocadilho barato...

Música - A semana, há de começar sem atropelos musicais. Hoje, meus ouvidos são inundados com os Fabfour, claro: Strawberry Fields, Because e Here Comes the Sun são algumas das músicas de hoje. Enfim, porque Eles ainda são os caras.

Paixões - Sempre há, claro. Não entendo a vida sem elas. Não entendo a vida sem grandes amores, que podem ser apenas um, sem dúvida. Mas a vida sem sentido, sem apego, sem suspiros, finda em nada. A arte do encontro, do desencontro, do abraço, dos beijos. Nada tem sentido, sem amor, desculpando a pieguice deste editor cansado. A lembrança do rosto da alma gêmea, mesmo que sem um DNA que ateste com certeza a identidade, há de dar gênese ao que temos de melhor. Hoje acordei meio Poetinha, meio Rodrigueano, e assim espero continuar...

Sábado, Junho 30, 2007

Tantos Tempos - A semana começa pontuada por desejo de mudança. Faz tempo que este espaço agoniza entre o desejo de renascimento e a falta de ânimo para a capitulação definitiva.
Enfim, acho que há de renascer a partir de agora, nem que seja em outro lugar, de outra forma...

Tempo...

O tempo urge. Urge como a areia que escorre por entre os dedos marcados.
Percorre o corpo como uma faca, cuja lâmida afiada corta a carne lentamente.
O tempo urge. Enquanto o vento espalha o corpo nu a desfalecer aos poucos.
Uma morte silenciosa e lúcida, apagando aos poucos o que ainda me resta de vida.